Hugh Hefner: uma homenagem à vida do playboy original

Hoje faz uma semana que Hefner foi dessa para a melhor, veja tudo sobre ele

Hugh Hefner não apenas viveu a vida de playboy, ele praticamente cunhou o termo. Os 91 anos deste que é um dos homens mais influentes na cultura moderna foram repletos de histórias e curiosidades.

Há alguns dias tivemos a triste notícia de que Hugh nos dava adeus por conta de uma infecção generalizada e por isso trazemos aqui um pouco sobre a vida e obra dele.

Antes de tudo

Na velha Chicago da época de Al Capone, nascia o pequeno Hugh em 9 de abril de 1926. Seus pais, conservadores, tinham o sonho de que ele se tornasse um missionário. Mal sabiam eles.

Após se formar em uma escola preparatória, ele serviu como escritor para o exército americano entre 1944 e 1946. Alguns anos depois, Hefner se graduou na Universidade de Illinois em Psicologia com dois minors em Artes e Escrita Criativa. Em seguida foi trabalhar na Esquire, de onde acabou saindo ao terem negado um pedido de aumento de 5 dólares.

Criação da Playboy

A saída da revista foi o gatilho para que ele viesse a criar a própria em 1953. Com uma hipoteca de US$600,00 mais um fundo de investimento de 8 mil dólares provenientes de 45 investidores, ele pode levantar o suficiente para tocar seu próprio projeto: a Playboy.

Na capa de sua revista viria uma pessoa já muito conhecida e desejada à época. Boa parte do valor investido serviu para adquirir um ensaio que Marilyn Monroe tinha feito na década anterior. Com a loira mais famosa e mais fatal de todos os tempos já na primeira edição, não havia outra coisa que não o sucesso pela frente para a publicação.

Uma revista política

Contar a história de Hugh Hefner sem passar pela sua maior obra é algo quase impossível. Em seus anos mais movimentados, a Playboy teve papel-chave para a revolução sexual. Muito disso por causa do toque editorial do próprio Hefner. Essa postura assumida pela revista foi algo que a fez se consolidar como criadora de um estilo de vida para a época.

Talvez a primeira tomada de posição feita por ela se tratou da publicação do conto The Crooked Man, de Charles Beaumont. Antes de publicado na Playboy ele havia sido rejeitado pela Esquire. Talvez porque a história retratasse um mundo distópico onde heterossexuais eram caçados pela sociedade na qual a homossexualidade era a norma.

Para as muitas cartas indignadas que a revista recebeu, Hugh respondeu em um editorial: “Se é errado perseguir héteros em uma sociedade homossexual, então o contrário seria errado também”.

Anos depois, durante a era dos direitos civis americanos, ele, como editor chefe, aprontou mais uma das suas. Para entrevistar George Lincoln Rockwell, um cara conhecido como “o Hitler americano”, o repórter enviado foi Alex Haley, um homem negro. O resultado foi uma das matérias mais icônicas matérias americanas.

Nesta época, outras entrevistas de muita repercussão foram com os dois grandes líderes da luta com Martin Luther King e Malcom X, em momentos diferentes.

Mas, em épocas mais distantes, nem tudo foram flores e cabeça aberta. Ele também deu declarações infelizes, uma delas sobre militantes da igualdade de gêneros. Em 1970 ele disse que “as militantes feministas eram inexoravelmente o oposto da sociedade romântica entre garoto-e-garota que a Playboy propõe”.

Ao longo das décadas que se passaram em seguida, a revista, neste momento já consolidada, se manteve relevante no cenário cultural e editorial. Sendo uma verdadeira referência quando se trata de publicações periódicas.

Eventual afastamento

Já em 2012, o veterano passou a bola da revista para o filho. Poucos anos depois, foi anunciado que a Playboy deixaria de ter nudez tanto na capa quanto em suas páginas, muito por conta da internet. Ao que parece, sem Hugh no comando o caldo começou a desandar.

Logo em seguida, após poucas centenas de meses, essa decisão foi revista e resolveram voltar com a nudez, que fazia parte da publicação desde seu nascimento.

A mansão e o estilo de vida

Boa parte da personalidade de Hugh se mostrava pelo modo que ele vivia, com a sua casa inclusa nessa equação, claro. Praticamente desde a criação da revista, o empresário era visto muitíssimo bem acompanhado pelas coelhinhas de sua revista.

Bon vivant que o era, o chicaguense não poupava festas e noitadas. Muitas delas aconteciam em sua própria casa, a Mansão Playboy. Ao longo dos anos, a mansão ganhou uma notoriedade mística por conta de toda putaria que aconteceu por lá.

Além das três esposas que ganharam o sobrenome Hefner e cinco outras parceiras conhecidas, foram quase incontáveis as mulheres com quem ele se envolveu romanticamente em vida.

Já vai virar filme

Enquanto ainda vivo, foram lançados alguns documentários sobre Hugh Hefner. Mas pouco depois do anúncio de sua morte, novidades surgiram relacionando o playboy e as películas.

A missa de sétimo dia ainda nem havia sido rezada quando descobrimos quem seria o rosto de Hefner nas telonas. Se trata de Jared Leto, o mais recente Coringa dos cinemas, o ator que viverá o criador da Playboy no cinema.

O projeto do filme já está em andamento desde 2007 e, por conta do recente acontecimento, voltou a ganhar força.

Resumo do Review

Beleza: 2/5

Popularidade: 4/5

Fama com as Mulheres: 5/5

Fortuna: 3/5

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